O país vivia a ditadura militar, instalada em 1964 e a euforia das vitórias da seleção brasileira de futebol. Existiam uma calma e ordem aparentes e muita repressão e violência por trás desta fachada. Os artistas precisavam ter cuidado e muita criatividade. Os temas de protestos contra o regime precisavam ser disfarçados e as letras elaboradíssimas, misturadas às belas harmonias, herança da bossa nova, e à variedade de ritmos tornavam a música popular brasileira extremamente interessante.
Márcio recebia estas informações musicais através das frequentes rodas de viola realizadas em casa, onde cantava com os irmãos. Os mais velhos discutiam letras e criavam de brincadeira arranjos vocais para as
canções do momento: sambas e bossas novas tradicionais. Apesar desta proximidade e prazer com a música, na época não sonhava em ser músico. Só bem mais tarde, em 1978, é que sentiu pela primeira vez o desejo de aprender um instrumento. Aprendeu flauta doce e incomodava durante os programas de música transmitidos pela TV, querendo acompanhar os grupos com sua flautinha. Este hábito despertou a atenção em casa para um possível talento do menino que com o pequeno instrumento conseguia seguir de ouvido harmonias por vezes complicadas.
No Natal de 1979 ganhou sua primeira flauta transversal e daí em diante não teve mais jeito. Tubino iniciou seus estudos de música com a flauta doce e logo em seguida passou para a flauta transversal. Frequentou o conservatório da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e paralelamente participou de seminários, tendo aulas de Harmonia Tradicional e Popular, Arranjo, História da Música Antiga e Moderna e História da Música Brasileira. A partir de 1980 começou a tocar profissionalmente. O grupo “Raiz de Pedra” foi a primeira formação com a qual trabalhou. Neste grupo desenvolveu seu trabalho na área do saxofone, da flauta e na composição. Em 1990 após conquistar o prestígio do público e da crítica no Brasil, o grupo veio para a primeira turnê à Alemanha, onde Márcio Tubino passou a residir em meados de 1995.
Em sua carreira Márcio Tubino trabalhou ao lado de nomes como: Egberto Gismonti, Joe Zawinul, Djalma Corrêa, Renato Borghetti, Alegre Corrêa, Paulo Cardoso, Wolfgang Lackerschmidt, Wolfgang Schmidt entre outros. Participou de vários discos no Brasil e Europa tendo gravado 4 CDs com o grupo “Raiz de Pedra”, nos quais assina várias composições e 3 albuns solo.
Fez giras pelo Brasil, Argentina, Alemanha, Áustria, Suíça, Suécia, Holanda, França, Norte da Itália, Croácia, China, Japão, Taiwan, Egito. Márcio Tubino reside atualmente em Munique, onde trabalha como músico, compositor e arranjador. || Site
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Marco Lobo Em Yoruba, cultura Africana muito presente em Salvador, Aláfia quer dizer: paz, saúde, alegria e bem-estar. É com Aláfia que o percussionista Marco Lobo lançou o seu primeiro trabalho solo com participação especial de Milton Nascimento. O músico que assina a direção musical do CD, nasceu em Salvador e tem um currículo impressionante. Tocou ao lado de Margareth Menezes, Armandinho, Leo Gandelman, Caetano Veloso, Virginia Rodrigues, Marisa Monte, Ivan Lins, Lenine, João Bosco, Djavan, Gilberto Gil, Maria Bethania, Ana Carolina, Titãs, Vanessa da Mata, Sergio Mendes e Marcio Montarroyos.
Gravou 2 CDs do Billy Cobham, na Inglaterra no estúdio Real World de Peter Gabriel e na Suiça. Essa parceria começou em 2006 com uma turnê que passou pela Europa e Asia e se estende até hoje com shows por todos os continentes. Além dos concertos, Lobo participa também de alguns workshops do baterista que tocou ao lado de Miles Davis e George Benson.
Em 2008 participou do show com Milton Nascimento, com quem tem uma parceria de 10 anos, Wayne Shorter e Ron Carter no Festival de Ouro Preto. Foi convidado pela Delira Música para ser o anfitrião de diversos artistas brasileiros no projeto bRatuques unindo a percussão aos mais variados estilos.
Em 2009 participou como professor na Oficina de Música de Curitiba, Oficina canto da Primavera em Pirinópolis e realizou workshops no conservatório de MPB, Jazzschool em Zurich, Festival Tocar Rufar e na Universidade Nova de Lisboa. Já ministrou aula de percussão na Musik Academy (Alemanha).
Em 2008 participou do show com Milton Nascimento, com quem tem uma parceria de 10 anos, Wayne Shorter e Ron Carter no Festival de Ouro Preto. Foi convidado pela Delira Música para ser o anfitrião de diversos artistas brasileiros no projeto bRatuques unindo a percussão aos mais variados estilos.
Em 2009 participou como professor na Oficina de Música de Curitiba, Oficina canto da Primavera em Pirinópolis e realizou workshops no conservatório de MPB, Jazzschool em Zurich, Festival Tocar Rufar e na Universidade Nova de Lisboa. Já ministrou aula de percussão na Musik Academy (Alemanha).
Em 2010 realizou duas turnês na Europa e lá gravou o CD (Bahia) Marco Lobo e convidados, com o Trio Elf (grupo alemão) e o saxofonista brasileiro radicado em Munique, Marcio Tubino. Lobo e o Trio Elf fizeram turnê no Brasil e em março de 2011fez o lançamento do CD na Alemanha e Italia.
Atualmente, Marco Lobo está finalizando o seu terceiro CD, atua com Billy Cobham e trabalha na divulgação de seu projeto solo pelo mundo fazendo shows e workshops. || Site
Atualmente, Marco Lobo está finalizando o seu terceiro CD, atua com Billy Cobham e trabalha na divulgação de seu projeto solo pelo mundo fazendo shows e workshops. || Site
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Rafael Vernet Pianista com formação clássica, começou seus estudos em Bagé (RS), onde nasceu. Participou de shows e gravações ao lado de grandes cantores e reconhecidos instrumentistas nacionais e internacionais. Para citar alguns: Hermeto Pascoal, Ed Motta, Toninho Horta, Paulinho da Viola, Zé Renato, Chico Buarque, Joyce Moreno, Jean-Paul “Bluey” Maunick, Scott Feiner, Josee Koning, Eugênia Melo e Castro, Paula Santoro, Roberto Menescal, Wanda Sá, Zezé Motta entre tantos outros. Participou de inúmeras turnês tocando em importantes clubes e festivais de jazz de vários países, tais como: Montreux Jazz Festival (Suíça), North Sea Jazz Festival(Holanda), Jazz Festival de Vitória (Espanha), JVC Jazz Festival (França), Glasgow Internacional Jazz Festival (Escócia), Roma Jazz Festival, Bradford Festival (Inglaterra) e ainda em conceituados clubes de jazz como o New Morning (Paris), Ronnie Scott’s, Jazz Café e Guanabara (Londres) e Blue Note (Tóquio).
Atuando no mercado também como produtor, Rafael produziu (ao lado de Rodolfo Stroeter) o elogiado CD da cantora Paula Santoro, lançado pela gravadora Biscoito Fino. Produziu também os cds de Claudio Lins, “Cara” (Biscoito Fino/2009), Clarissa Bruns (Independente/2008) e “Comunhão”, de Kleber Lucas (MK/2008).
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Ronaldo Saggiorato é baixista, arranjador e compositor. Nasceu no sul do país e tocou por muitos anos com Renato Borguetti, Alegre Corrêa e faz parte do grupo instrumental Dr. Cipó, com os quais gravou vários CDs. Em 1990 se muda para Viena, onde faz contato com músicos de várias nacionalidades, e depois de algumas turnês pela Europa volta ao Brasil em 1995.
Grava em 2002 o CD de Composições Pé de Vento com o baterista Endrigo Bettega. Ao lado da cantora
Izabel Padovani lança o CD Tons - bass and voice que rendeu aos dois a indicação para o Prêmio da Crítica Schallplattenkritik na Alemanha. Saggiorato assina ainda direção musical e arranjos no Cd Dessassossego da cantora, fruto do Prêmio Visa edição vocal em 2005.
Desde sua volta ao Brasil tem sido convidado para Oficinas de Música, e workshops, ministrando os cursos de Baixo elétrico, Ritmos Brasileiros e Harmonizando com o Baixo de 6 cordas. É também professor de violão, harmonia, improvisação e prática de conjunto.
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